A pandemia completa em Santa Maria, neste final de semana, um ano. De março de 2020, quando o coronavírus chegou à cidade e houve os primeiros fechamentos de atividades comerciais, de serviços e educacionais, até o final do mês passado, o balanço de mortes (veja ao lado) e de impactos econômicos é gigante. No varejo e nos serviços, os dados da arrecadação do ICMS, obtidos com exclusividade junto à Receita Estadual, revelam que os setores que tiveram os piores impactos, no acumulado desses 12 meses, foram nas lojas de calçados e vestuário (-51,3%) e nas empresas de transporte (-43,3%).
Por outro lado, as vendas de produtos médicos e farmacêuticos e do setor metalmecânico tiveram as altas mais expressivas (55%). Até o setor de supermercados teve aumento acumulado de 13,8% - até porque muita gente passou a comer em casa e deixou de ir a restaurantes. Outro fator que ajudou foi o auxílio emergencial, que, ao longo de 2020, injetou R$ 277 milhões a cerca de 70 mil pessoas na cidade.
No acumulado desses 12 meses, em comparação com os 12 meses anteriores à pandemia, a queda geral é de 1,5% na arrecadação na cidade. Porém, se levada em conta a inflação, a queda real chega a 5,5%.
O ICMS não mede todos os setores econômicos, mas dá uma ideia parcial da realidade - até porque há muitos informais e setores como eventos, restaurantes e hotéis, que tiveram quedas elevadas das vendas, devido ao fechamento de atividades. De março a julho, Santa Maria perdeu 2.964 empregos formais. De agosto a janeiro, gerou 1.712. O saldo total ainda é negativo, com -1.252 empregos no acumulado de março a janeiro passado.
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